quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Há homens que escrevem poemas de amor durante as viagens de avião



Nada é mais fiel e mais íntimo que o pensamento, e por isso não estranho que sejas tu quem mais de perto me acompanha de Roma a Lisboa voando num céu de Outono liberto de quaisquer nuvens.
Se há amores de mão cheia, o nosso encheu-me o corpo inteiro… de um não sei quê de céu e de palavras.
Muito próximo de mim há uma mulher que vê um filme Chinês no seu iPad, um Padre espreguiça-se enquanto lê algo em Italiano, a minha colega estuda um pouco... e dirão eles que um homem de barba grisalha e que pediu um sumo de tomate temperado para acompanhar o jantar, não larga o iPhone e escreve durante grande parte da viagem.
Há homens que escrevem poemas de amor durante as viagens de avião.
É aquele não sei quê de céu.
Versos...
Letras decalcadas sobre os pensamentos, como buganvílias a enfeitarem os recantos de todos os instantes.

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