sábado, 14 de novembro de 2015

Notre cœur est la liberté


Hoje peço às minhas palavras que sejam flores, e que como ousada tinta nas mãos dos pintores, desçam perfumando a colina de Monmartre até ao Boulevard de Clichy, onde o Moulin Rouge as esperará para um baile daqueles que parecem não ter fim.
Quero que voem pelos céus de Paris, que se apaixonem na Ile de Saint Louis, que sintam o vento da Concórdia a La Defense, que saboreiem um beijo nas margens do Sena ali pelas bandas do Cais D' Orsay olhando o Louvre.
Hoje peço às minhas palavras que tomem das ruas e das praças, da gente, da arte, da música... a liberdade, que lhe façam uma jura e jamais se demitam de a cantar pelas esquinas todas que o tempo nos der.
Nós somos tudo aquilo em que acreditamos, e por isso, muito mais que um corpo que serra os punhos e que os ergue ao céu, nós somos uma alma grande tecida de liberdade.
A alma de onde as palavras e o querer não cessam.
Calem-nos pois os punhos acendidos, deitem os nossos corpos sobre as calçadas de milénios, esmaguem-nos, mas não se iludam pois jamais conseguirão matar-nos.
A vossa imbecilidade jamais vos deixará ver o nosso coração para que disparem sobre ele enquanto canta.
Notre coeur est la liberte!

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