sábado, 7 de novembro de 2015

Há beijos que destapam as palavras...

Há beijos que destapam as palavras, os versos que afloram à face visível do que há de mais perfeito nos sentidos.

E aquilo que se vê e lê de um poeta, é pois o riso que extravasa da alma e se escapa do controlo apertado e eficaz da discrição e da razão, no instante em que o desejo se cumpre.

Palavras de amor...

Detalhes de beijos docemente inquietos mas muito pouco daquilo que de verdade se sente.

Ando eu pois pelos teus beijos ganhando o universo que se solta em mim, e tão poucas e pobres palavras vou deixando que falem de nós, daquilo que sinto.

Até ao dia em que as manhãs romperem velhos destinos e a discrição, os cravos de todas as cores enfeitarem as ruas perfumando a liberdade, e eu cale as fronteiras da razão entre mim e a alma...

No instante perfeito do teu beijo.

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