segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Não há duas sem três, insiste a monótona previsibilidade, mas a ousadia faz intuir a melhor sorte e eu acredito: à terceira será de vez


Peço a Molière a pressa no sinal, e às três pancadas, que de improviso, viver sabe sempre melhor, faço subir o pano revelando o cenário que desenhei em tantas luas.
Não há duas sem três, insiste a monótona previsibilidade, mas a ousadia faz intuir a melhor sorte e eu acredito: à terceira será de vez.
O teu respirar perfuma o palco onde as mãos que me ofereces me dão o mundo e também as deixas para infinitas palavras de amor.
As luzes sobem de tom como querendo pintar a sala com a luz do sol.
Há instantes em que sentimos que a vida nos bate palmas.
Somos definitivamente estrelas e foi hoje...
À terceira?
Pouco importa, que a vida tem sempre um dia seguinte.
O argumento?
Apenas nos deixámos ir por onde quiseram seguir as nossas mãos… no palco que sonhámos.

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