segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Lisboa não é uma cidade, és tu.



Lisboa não é uma cidade, és tu.
As ruas são os teus braços que me envolvem por entre a magia do entardecer.
O Carmo são as tuas mãos cobertas de cravos num gesto de liberdade, a tua voz solta-se no canto de Pessoa, o teu sorriso é a lua que enfeita o Rossio de uma doce claridade, e a tua alma, uma imensa alma, corre fiel buscando o mar e o Bugio num Tejo que nunca se cansa.
E às vezes quando não estás há um silêncio a que chamam saudade, e a brisa chora num cantar triste baptizado com o nome de Amália e o apelido de fado.
Nas ruas desertas, braços caídos sem gesto e sem rota...
E eu que busco incessante o teu abraço.

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