quarta-feira, 18 de novembro de 2015

É pelo amor que se faz e conta a nossa História

Compus um poema que fala de ti, e que depois desenhei no mármore de um arco triunfal erigido sobre o chão calcado pela persistência dos meus passos.

Que mais poderá ser a pátria de um Homem para lá da terra que os seus pés entregues aos dias abençoam de liberdade?

O destino assumido, uma linha nossa e informal ladeada por pedras que a primavera torna vulneráveis às papoilas.

E um arco triunfal... festa de um definitivo amor por sobre as estátuas de sal que ruíram espalhando-se pelo dias, abrindo esquinas no nosso tempo.

Do lado sul, um artista ensaia o canto pedindo as notas a uma velha lira que as oferece de cor.

Há uma multidão em movimento lento entre o Teatro Marcelo, o Capitólio, e também o Fórum e o Coliseu.


Recomeçaram há pouco a contar o tempo...

E é dia de festa. A eterna Roma, que é quase tão eterna quanto tu és em mim, brilhará pelos séculos nos arcos das vitórias e dos seus amores.

É pelo amor que se faz e conta a nossa História.

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